quinta-feira, 14 de novembro de 2013
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
ruptura
E desde quando é preciso ter motivos para deixar de gostar de alguém? Não gosto mais e pronto! Assim mesmo, sem nenhum motivo intitulado o causador. As coisas tomam uma proporção incontrolável e já não tenho mais saco para ficar me dilacerando em vão. Não preciso me desculpar, não preciso de perdão, e não preciso da sua amizade; claro que seria injúria falar que nunca careci, mas é que nesse instante momento já não é mais desejada, e por conseguinte, levemos nossas vidas pelos caminhos opostos, e é isso! Claro que virá alguém, algum amigo em comum, indagar-te o motivo de nossa desunião, e nesse momento não hesite, responda: "E quem precisa de motivos para deixar de gostar de alguém?"
Carlos Antônio
Carlos Antônio
domingo, 20 de outubro de 2013
subversão
sua vida era torta
cara sempre fechada
batia na saída a porta
bom dia ele não dava
especulava sua morte esquecida
não sabia o caminho que andava
agradecia a cachaça concebida
o cigarro maldito tragava
nos seus olhos carregava uma dor
nos seus ombros tristeza profunda
já não procurava nenhum amor
em lágrimas a noite, afunda
até hoje não se sabe onde está
deve ter fugido um instante
se afogado, sequestrado, quiçá
ou apenas caminha distante.
Carlos Antônio
Carlos Antônio
poesia vomitada
eu
que andava
tão distante
não parava
um instante
agora já não
falo mais nada
logo eu
que tinha
a mente levada
usava sempre
a escada
quase nunca
dizia não
fui deixar
assim do nada
dilacerarem
meu coração
e eu?
que toda noite
rezo o terço
quando pequeno
dormia de berço
pra deixar de lado
essa melancolia
só vomitando
uma poesia.
Carlos Antônio
que andava
tão distante
não parava
um instante
agora já não
falo mais nada
logo eu
que tinha
a mente levada
usava sempre
a escada
quase nunca
dizia não
fui deixar
assim do nada
dilacerarem
meu coração
e eu?
que toda noite
rezo o terço
quando pequeno
dormia de berço
pra deixar de lado
essa melancolia
só vomitando
uma poesia.
Carlos Antônio
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
poema errado
nessa métrica imperfeita
desse poema sem vida
o que a princípio seria
despretendida de rima
já não faço mais nada
além de te dizer querida
que de tinta sujo minhas mãos
e de tristeza toda uma vida
nesses versos sem rumo
desse poema inacabado
o que a principio seria
nada além de um emaranhado
já uso como confidência
pra livrar-me de tanto pecado
que sem mesmo perceber
já estou tão acostumado
nessas estrofes petulantes
desse poema teimoso
o que a princípio seria
digno de tamanho desgosto
o que eu ponho pra fora
é o que me desce no rosto
e o que eu ponho pra dentro
é esse poema um tanto torto.
Carlos Antônio
desse poema sem vida
o que a princípio seria
despretendida de rima
já não faço mais nada
além de te dizer querida
que de tinta sujo minhas mãos
e de tristeza toda uma vida
nesses versos sem rumo
desse poema inacabado
o que a principio seria
nada além de um emaranhado
já uso como confidência
pra livrar-me de tanto pecado
que sem mesmo perceber
já estou tão acostumado
nessas estrofes petulantes
desse poema teimoso
o que a princípio seria
digno de tamanho desgosto
o que eu ponho pra fora
é o que me desce no rosto
e o que eu ponho pra dentro
é esse poema um tanto torto.
Carlos Antônio
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
bilhete suicida
Ao homem pelo qual me apaixonei loucamente
Meu amor, escrevo-te este bilhete em meio a um surto de sanidade temporária ou a uma demência sã, não tenho certeza, e não sei se poderei terminar antes que ocorra uma recaída, pois estou amedrontada enquanto a minha mente, tentei escrever-te outras vezes, mas aqui não tenho acesso a nenhum lápis, caneta ou algo que possa usar para comunicar-me através das palavras, aproveitei então a bolsa de uma enfermeira aberta e furtei-lhe esse batom cujo borro a pequena receita de meus remédios, sei que você me pôs aqui para que eu possa ter de volta o meu controle mental, mas, essa tua ausência me deixa mais louca literalmente. Os dias sem você tem sido muito difíceis, costumo ouvir vozes que esfaqueiam meus tímpanos afirmando que você já não me ama e isso me entristece o coração, não tenho mais domínio sobre mim e esses remédios que tomo me causam sono, mas não consigo dormir.
Se puder, por ventura, algum dia ler esse bilhete, saibas que eu te amo, mesmo inconsciente, e não tenho certeza do real motivo que me levou a essa insanidade, se caso vier também a ter conhecimento de minha morte datada no dia deste bilhete, peço-te que não chores, pois, parti gozando de ótimas faculdades mentais, mesmo que temporárias, para te esperar em um local onde eu possa ter controle sobre os meus pensamentos e pensar somente em ti, te espero e te perdoo por isso, Beijos.
De sua eterna Lourdes
Meu amor, escrevo-te este bilhete em meio a um surto de sanidade temporária ou a uma demência sã, não tenho certeza, e não sei se poderei terminar antes que ocorra uma recaída, pois estou amedrontada enquanto a minha mente, tentei escrever-te outras vezes, mas aqui não tenho acesso a nenhum lápis, caneta ou algo que possa usar para comunicar-me através das palavras, aproveitei então a bolsa de uma enfermeira aberta e furtei-lhe esse batom cujo borro a pequena receita de meus remédios, sei que você me pôs aqui para que eu possa ter de volta o meu controle mental, mas, essa tua ausência me deixa mais louca literalmente. Os dias sem você tem sido muito difíceis, costumo ouvir vozes que esfaqueiam meus tímpanos afirmando que você já não me ama e isso me entristece o coração, não tenho mais domínio sobre mim e esses remédios que tomo me causam sono, mas não consigo dormir.
Se puder, por ventura, algum dia ler esse bilhete, saibas que eu te amo, mesmo inconsciente, e não tenho certeza do real motivo que me levou a essa insanidade, se caso vier também a ter conhecimento de minha morte datada no dia deste bilhete, peço-te que não chores, pois, parti gozando de ótimas faculdades mentais, mesmo que temporárias, para te esperar em um local onde eu possa ter controle sobre os meus pensamentos e pensar somente em ti, te espero e te perdoo por isso, Beijos.
De sua eterna Lourdes
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
dispersão à Maria
êh Raimundo
para de capinar o quintal
e vem conhecer o mundo
a vida não espera
deixa de manha
sai dessa janela
o dia tá lindo
larga essa tristeza
seja bem vindo
vem sentir a fumaça
inalar teu cigarro
tomar tua cachaça
esquece a Maria
ela não te quer
e quer a orgia
Raimundo e agora?
vai ficar parado?
daqui a pouco
chega tua hora
Carlos Antônio
para de capinar o quintal
e vem conhecer o mundo
a vida não espera
deixa de manha
sai dessa janela
o dia tá lindo
larga essa tristeza
seja bem vindo
vem sentir a fumaça
inalar teu cigarro
tomar tua cachaça
esquece a Maria
ela não te quer
e quer a orgia
Raimundo e agora?
vai ficar parado?
daqui a pouco
chega tua hora
Carlos Antônio
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