Fico Mudo
Ou Falo Tudo !?
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Apogeu
Silenciar a alma que grita
Paralisar o coração que ruge
Suspirar a maldita incógnita
Contemplar a beleza do auge.
Carlos Junior
Mentiras
Ultimamente tudo mente
claramente
Minha mente mente
Cruelmente
Finalmente
impaciente
Mente.
Carlos Junior
Amadurecimento
Ela cresceu o bastante
Não carrega mais seu calor
Seu olhar agora está tão distante
Seu coração congelou a dor
Não fala mais nada
Carrega do amor um silêncio
Aguenta calada da vida, porrada
Que pra ela é um artifício
Fechou a alma e a janela
Se escondeu debaixo do lençol
Não frequenta mais a capela
Vive agora como um caracol.
Carlos Júnior
Imigrante
Pela janela do carro eu vejo as pessoas
Mágoas enxugadas por pensamentos
Isolamentos sem qualquer restrição
Plantação de involução
Mútuo afeto infecto
Intelecto sutilmente perdidos
Pedidos de esmola na calçada
Jornada de fúria pausada
Pessoas que correm
Morrem por bala perdida
Avenida movimentada
Atravessada com medo
O sinal de repente abriu
Invadiu minha mente esses versos
Dispersos quanto um viajante
Imigrante de sua própria ilha.
Carlos Júnior.
sábado, 14 de janeiro de 2012
Lágrima
Aquela lágrima me caia lentamente,
Trazendo com ela todo meu sofrimento
Descia pesada, devagar
Como as horas
Estava parado no tempo
Amaldiçoando tudo e todos
Com minha ira
Aquela lágrima me descia
Tão devagar, tão delicada
Tão sofrida, tão assustada
E o tempo parado já se ia
Aquela lagrima me reconstituía
Com todo a opressão de um oprimido
Com toda purificação da alma
Carlos Júnior
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Fogo/Gelo
Contigo me incendeio
Enquanto você fria
Eu anseio
Meu corpo em ato singelo
Enquanto eu fogo
Você gelo
Os dias se invertem
Enquanto eu monótono
Seus movimentos retorcem
Profundamente perturbado
Enquanto eu abrasador
N
enhum pouco
requintado.
Carlos Junior
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Vivia de lembrança
Vivia a lembrar
De um amor de criança
De um amor de sangrar
Se isolava no canto
Se isolava do mundo
Não lhe dava uma chance
Não lhe permitia ir fundo
Um dia estava sentada
Um dia estava dispersa
Passou na calçada
Passou com pressa
Não era o antigo amor
Não era o seu pedido
Mas veio como um favor
Mas veio com um olhar temido
Ela se entregou
Ela se envolveu
Do seu passado deixou
Do seu passado morreu
Ele não se entregou
Ele não se envolveu
No seu passado voltou
No seu passado morreu
Agora ela o implora
Agora ela o afronta
Não mais o procura
Não mais o remonta
Nunca mais amou
Nunca mais viveu
Resolveu existir falou
Resolveu morrer sofreu.
Carlos Júnior
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