quinta-feira, 23 de junho de 2011

Rabiscos



Tem dias que nem agua gelada passa a angustia
Tem dias que nem chocolate na panela, ou pipoca com filme
Tem dias que qualquer coisa por mais pura nos afunda
Tem dias que descubro a verdade nos olhos das pessoas
Tem dias que passam rápido, e dias que nem passam
Tem dias que eu ouço pela porta o que as pessoas pensam
Tem dias que eu esqueço pra onde eu ia, e não vou mais
Tem dias que ficar ou correr não adianta, pois o bicho vai estar sempre lá
Tem dias que esperamos o inesperável, ou o impossível
Tem dias que sorrir nem sempre é a melhor solução, ou é!
Tem dias que nem muitos dias curam alguns dias
Tem dias que nem parecem dias
Tem dias que eu procuro o que eu mais queria perder
Tem dias que morro só pra como fênix renascer das cinzas
Tem dias que eu minto, e dias que falo a verdade mentindo
Tem dias que nada nos faz rir
Tem dias que eu evito muitos dias.

                                                                                           Carlos Júnior

Perdido em mim


Estou no estado contrário a razão
Sofrendo sorrindo tentando me enganar
Disfarçando para mim e pra Deus, me iludindo
Em uma falsa fantasia a me ocultar
Rompendo de fato toda auto-indagação

Chorando baixo, para nem eu mesmo ouvir
Iludido com o contradição das palavras não ditas
Fazendo espirais comigo mesmo, fora de si, fora de mim
Misturei  minha vida em meio a bandos
Nas quais se foram como um carrossel a partir 

Adequado a uma inópia divergência
Deveras queria eu?
Ou teria sido apenas inocência?
Faria tudo de novo, ou só faria o nada
Para mais uma vez não me perder em mim.


                                                                                                                    Carlos Júnior

sexta-feira, 29 de abril de 2011

As voltas que a vida nem dá.


Prefiro acreditar que tudo foi uma mentira, tentarei à diante pensar que tudo foi um sonho, logo porque TUDO FOI MESMO UM SONHO, uma imaginação fértil, uma tentativa errada ou errante, um jogo onde só eu jogava e não recebia as cartas, eu jogava sozinho e nunca ganhava, seguia os passos e rotas do que eu achava que viria a ser meu, eu queria você e nada mais além de você. Queria te amar sem descanso, queria que fosses a minha razão, a minha paz, a minha eterna paixão, MAS NÃO, e isso dói, dói, dói, e todos os sinônimos de rasgar, cortar, Dilacerar, despedaçar. 
Espero tudo mudar, mas estou/estava ciente que nada vai se mover, espero que tudo se transforme, transmute e mude, para que ai sim possa viver em paz contigo. Mas você não se preocupa e dança se lança nos braços de outros.
Queria não ter essa doença, AMOR.
Foda-se o amor, viva o amor.

domingo, 24 de abril de 2011

Sem o seu amor


Me afogo no vazio que você me deixou
E que você nem se quer notou
Nem se quer me olhou
Nem sequer sorriu
E saiu

Como um medigo me deixou
Sem o seu olhar, sem o seu sorrir
Sem o seu amor
Com o seu partir
Comigo e só comigo mesmo

Procuro um espaço pra tanto vazio
E agora depois de tudo que você falou
permaneço sem o seu sorrir
Sem o seu olhar
Sem o seu amor.

                                                                                          Carlos Júnior

Bêbado


Tento ficar sóbrio ainda
Mas não consigo
Mediante tanta bebida
Mediante tantos amigos

Flutuo entre as nuvens
Que criei em meu quarto
Junto todas as virgens
Sem querer me farto

Nado na margem do rio
Eu rio
No navio
Do meu rio

Fujo dos espectros 
Me escondo
Me acho mais supérfluo
Sem querer caio

Levanto e ando
Cadê o chão?
Cadê meu manto?
Nem me domino
Nem eu escapo.

                                                                                          Carlos Júnior


Reflexo


Quero me perder pra nunca mais me encontrar
Sendo dentro de tí
Sendo dentro do mar...

Queria te beijar até o dia raiar
Fui feito pra tí
Você pra me amar...

Queria calar o teu mundo e teu mundo parar
Meu mundo sem tí
Não dá pra morar...

Queria na tua alma tocar
Viver só pra tí
Viver de te olhar...

Queria na banda do Chico tocar
A banda pra tí
Que acabou de passar...

Mas na janela cê tava olhando o luar
Que refletia em tí
Que refletia no mar...  
                                                                                      
                                                                             Carlos Júnior                                                                                    
                                                                             

Cinzento céu


O meu amor eu mesmo invento
Crio, recrio, acabo e me perco
As vezes vejo meu céu cinzento
E sobrevivo no meu desalento
Criado, recriado, acabado e perdido
                                                                 Por mim mesmo sustento.                                                                                           
                                                                                      
                                                                             Carlos Júnior